Autora: Moïra Fowley-Doyle
Editora: Intrinseca
ISBN: 9788580578942
Páginas: 256
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Um negócio que a gente realmente adora (e tomo a liberdade de falar por você) é trama diferente. Quando um autor vem e coloca uma historinha nova e inesperada na nossa frente, os índices de empolgação vão a mil e ficam verdinhos estourados como no The Sims. Essa é a ilustração do meu grau de animação com Temporada de Acidentes, debut de Moira Fowley-Doyle, que estou de olho desde que lançou na gringa no segundo semestre de 2015. Foi só a Intrínseca publicar a versão brazuca que ele veio parar nas minhas mãozinhas em dois tempos.

Acontece todo ano, na mesma época. Todo mês de outubro, inexplicavelmente, Cara e sua família se tornam vulneráveis a acidentes. Algumas vezes, são apenas cortes e arranhões. Em outras, acontecem coisas horríveis, como quando o pai e o tio dela morreram. A temporada de acidentes é um medo e uma obsessão. Faz parte da vida de Cara desde que ela se entende por gente. E esta promete ser uma das piores.
No meio de tudo, ainda há segredos de família e verdades dolorosas, que Cara está prestes a descobrir. Neste outubro, ela vai se apaixonar perdidamente e mergulhar fundo na origem sombria da temporada de acidentes. Por que, afinal, sua família foi amaldiçoada? E por que não conseguem se livrar desse mal?
Já aviso com antecedência: a resenha vai ficar confusa. Eu estou confusa. Temporada de acidentes não era nada do que eu esperava, mas não me decepcionou. Quer dizer, talvez tenha dado uma pequena frustrada, porém ainda assim eu gostei e fiquei eletrizada com o desenvolvimento dos plots. Eu sei, eu sei, confusa. Pelo menos posso dizer que avisei.
O que eu esperava do livro: acidentes. Uma família amaldiçoada. Uma protagonista que vive cliffhangers todo santo capítulo porque todo santo capítulo ela sofre algo que a quase mata. Eu queria colocar tudo isso no liquidificador e ter uma história envolvente e que causasse aflição, mas nada além disso. A palavra chave da minha expectativa era aflição.
O que eu encontrei em Temporada de acidentes: medinho. Fowley-Doyle não focou nos acidentes em si, no perigo ou se havia ou não maldição. Essa parte me frustrou, admito. Contudo, a história se desenvolve enquanto a protagonista, Cara, procura uma ex amiga que parece nunca ter existido no mundo. Pessoas que nunca existiram mas são lembradas por alguém é, com certeza, algo para arrepiar os cabelos da nuca. Tendo como cenário de momentos de tensão uma casa possivelmente mal assombrada é, meus amigos, de interromper a leitura e esperar amanhecer para continuar. Fiz isso.
Outra coisa muito legal é que os personagens não são exemplos do comportamento ideal dos jóvis, não são certinhos e coisa e tal. Eles fumam, falam palavrão, e parecem bem mais realistas que muitos protagonistas de young adults por aí.
Atmosfera. É isso que quero ressaltar a respeito de Temporada de acidentes e é isso que você precisa saber para ser convencido a embarcar nessa leitura. A autora desenvolveu um ambiente muito crível, muito propenso a ser assustador, e todos os elementos da história colaboravam para aquela sensação de medinho. Posso ter uma péssima memória (verdade), mas não lembro de ter passado por uma sensação tão forte de terror com um livro. Nem os que realmente tem essa proposta. Ainda posso falar "eita xofana" sem parecer desatualizada? Eixa xofana!
Ameeeeeeei a capa desse livro e adorei o enredo, ele é muito interessante! Fiquei com muita vontade de ler esse livro.
ResponderExcluirMil Beijos!
http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/
Me deixou com vontade de ler o livro, mas fiquei com medo até da resenha.
ResponderExcluirHahaha como pode alguém que adorava assistir filmes de terror quando criança ser tão medrosa hoje?
Mas a curiosidade vai vencer, tenho fé.