Autora: Sophie Jackson
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580414509
Páginas: 416
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Desejo Proibido é a sinopse que você já conhece: Kat, moça certinha com passado traumático, vai trabalhar como professora para presidiários e conhece um detento badboy, Carter, que mexe com ela. Eles sentem uma atração danada e, obviamente, proibida. Porém, acima disso, existem ~segredos~ que podem abalar o possível relacionamento, que os liga de incríveis maneiras. Blablabla, gente, aquele de sempre.
Nada contra o velho blablabla de sempre, fato claramente perceptível pela quantidade de new adults genéricos na minha estante. Eu nunca me importei de cair em terras conhecidas quando a autora consegue fazer algo para me prender. Não precisa ser inesperado, apenas cativante - e por 250 páginas, é impossível largar Desejo proibido.
O livro tem dois momentos bem definidos. No inicio, por mais absolutamente clichê, é muito divertido. Tinha Carter secretamente apaixonadinho, o que era adorável, além de uma Kat muito vou-não-vou, o que também era adorável. Seus encontros tinham provocações, diálogos inteligentes e fazia do livro uma leitura realmente viciante. Daí as coisas do enredo meio que dão certo. Daí as coisas do enredo meio que desandam. Essa perca de ritmo é algo maneiro quando é madrugada e você precisa achar um capítulo que dê para largar e ir dormir, porém não tão maneiro quando você está acordada e quer aquele mesmo nível de empolgação e, bem, não encontra.

O que acontece, nesse segundo momento do livro é algo meio noveleiresco, com vilões prometendo vingança e mocinhos xonadinhos preocupados com os vilões e demais dilemas da vida. Nada contra drama (NADA contra, definitivamente), mas este simplesmente não convence, porque não é dramalhão, apenas uma sugestão do que pode acontecer. O casal já está muito estabilizado, sem aquela empolgação e provocação da conquista, da expectativa. Se é para seguir essa linha de novela, vamos ser mexicanos e fazer bem feito! Vamos jogar um prato no chão, derramar vinho na cabeça da amiguinha, gritar "OH VOCÊ COMO PODE ARRIBA" e carregar na pronúncia do R.
Uma coisa que me incomodou é que todos os personagens importantes, num sentido social, eram homens. Grandes executivos, advogados, pessoas que realmente influenciavam no cenário: homens. Empoderamento de mulher é algo muito importante, e precisa ser abordado em livros cujo publico alvo é esse. Fica chato quando todas as partes de ação sejam protagonizadas pelos caras, e as manas sejam retratadas apenas como figuras maternas (o que inclui Kat como professora). Tá que a mãe da protagonista, Eva, é senadora. Verdade, é mesmo. Porém ela não aparece como tal na história, apenas como lembrete de onde vem a fortuna da família. Eva é o tempo todo retratada como a mãe superficial e insensível. A imagem que faz para o leitor é bonita? Não.
Por mais da metade da leitura, Desejo proibido foi um cinco estrelas favoritado: viciante, carismático, envolvente. As páginas restante tiraram uma estrela e invocavam uma preguicinha que eu não queria sentir com o livro, mesmo que, no geral, ainda pense nele como uma leitura muito boa.
Oi, Joana,
ResponderExcluirEu acabei de colocar esse livro na minha lista de próximas leituras. Eu tenho uma queda por clichês, e mesmo com a perda de ritmo acredito que vou gostar.
Resenha muito boa, mas achei que essa imagem repetindo-repetindo-repetindo o tempo todo no meio da resenha atrapalha a leitura.
[]'s
Oi, Miriam!
ExcluirObrigada pelo comentário <3
Tenho gostado de colocar gifs no meio da resenha para me representar, mas entendo sua ideia. Deixei Paola menorzinha agora, acho que atrapalha menos, né?
Bjs
nossa, não conhecia este livro ainda.
ResponderExcluirnunca li uma trama assim, com esse negócio todo de romance na cadeia e tudo o mais, mas sabe que fiquei curiosa kkkkkkkkk
uma pena a trama ter desandado um pouco, e achei esse detalhe que você destacou no penúltimo parágrafo ai meio machista!! --'