Invisível — David Levithan e Andrea Cremer
Autores: David Levithan e Andrea Cremer
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403223
Páginas: 322
Nota:




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Editora: Galera Record
ISBN: 9788501403223
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Para mim, David Levithan,
autor do brilhante Todo dia, tem a expressão “blow mind” atrelada ao seu nome,
como um letreiro colorido com uma gigante seta espalhafatosa que aponta direto
para sua cabeça nessas livrarias lotadas de títulos diferentes. Eu imagino isso
do autor e sempre espero mais. Logo, quando eu li a sinopse de Invisível e vi o
nome do autor na capa, eu já sabia que vinha uma bomba de originalidade ali.
Ele seria capaz de segurar qualquer história, mesmo que tivesse Andrea Cremer,
que me decepcionou horrores esse ano, como aliada. A ironia é que as duas
estrelinhas apagadas ali em cima não é mérito dela. Você não segurou, David!
Verdade seja dita, eu espero
grandíssimas coisas desse cara. Todo dia é um dos livros mais geniais que já
fez peso na minha estante, e quando penso nele, minha mente entra em parafuso
com as inúmeras questões e quotes maravilhosos que essa obra me proporcionou.
Quando eu vi o que o autor, acompanhado de Andrea, estava disposto a fazer em
seu novo livro, abriu um leque de opções (repleto de expectativas) com todos os
rumos que essa história poderia tomar. Minha mente foi longe antes mesmo de ser
instigada a correr tanto.
Passei na frente dos autores.
Enfim: o plot. Stephen é
invisível. Tem 16 anos e nunca se viu. É uma maldição, algo que foi obrigado a
conviver desde que nasceu. Seu pai não soube lidar com a situação e o
abandonou, já a mãe aguentou o que pode até seu corpo se entregar, falecendo
quando Stephen tinha 15 anos. Ele vive sozinho desde então, talvez nem lembre
da própria voz. Até a nova vizinha, Elizabeth, o ver. Ela o enxerga. A maldição
não foi quebrada, o resto do mundo não pode ver Stephen, mas Elizabeth pode. É
algo completamente novo para o garoto. Será que alguma coisa está mudando?
Com capítulos intercalando o
ponto de vista de Stephen e de Elizabeth, temos todo o desenrolar da relação
dos dois: como ele se surpreende com pequenas coisas, tais como conversar e ser
visto, e como isso faz dele um garoto tão estranhamente fofo aos olhos dela.
Foi muito sagaz essa opção de narrativa, pois trabalha a história como um todo.
Como eu já conhecia o trabalho dos dois autores, foi fácil identificar a mão de
um ou de outro. Mesmo que pouca, a discreta poesia de Levithan estava lá, assim
como todos os questionamentos silenciosos de Cremer. Eu não sou fã de livros
co-escritos, porém em termos de narrativa, essa dupla funciona: ambos constroem
bons parágrafos de primeira pessoa.
O que não funciona é a
expectativa.
E o desenvolvimento.
Veja bem, como eu falei antes,
Levithan é um autor que amarra a cabeça da gente. Em Todo dia, ele fez um livro
cheio de perguntas sem respostas e foi absurdamente inteligente com isso. Para
Invisível, ele novamente estava com uma sinopse única e original em mãos. Isso
era novo e com uma imensa liberdade poética. Ele podia refletir sobre a vida,
sobre invisibilidade, solidão, crescimento e uma imensidão de assuntos que
renderiam quotes incríveis. Foi isso que ele fez? NÃO.
Resolveram colocar uma
maldição no meio. E explicá-la. E transformar o que deveria ser um lindo Young
adult reflexível, em mais uma história sobre maldições e influências
sobrenaturais e bla bla bla, algo que já vi aqui e ali e acolá e na Disney e no
Bom dia e companhia. Já Cremer tem experiência nesse tipo de assunto, foi
razoavelmente original na mitologia de sua trilogia Nightshade, porém se uma
coisa eu aprendi sobre o trabalho da autora é: Andrea Cremer não sabe
sustentar. Ela pode até tentar e começar bem, porém se enrola logo depois. E
quanto a Levithan, sua habilidade é proporcionar uma história que se sustenta
por si só. Algo que, olha só, maldição não faz.
Tudo que eu não esperava de
Invisível é que fosse um livro batido. O plot é diferente e ousado, porém o
desenvolvimento é tão comum que a decepção vem em dobro. Não dá nem para
arriscar dizer que a ideia brilhante se frustrou porque, no fundo, acho que em
momento nenhum foi proposto tamanha maravilha. Eu imaginei. Eu juntei dois e
dois e Levithan, e imaginei a poesia, a mágica e as explosões de neurônios.
Acabou que a frustrada aqui fui eu, que já tinha lido o livro inteiro e feito
uma analise completa antes de abrir a primeira página. Nessa analise, havia
floreios com base numa maldição. Encontrei maldições adornada com alguns
floreios.
Beijinhos ♥
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